Vivendo com Livros

Um blog voltado especificamente para os livros, meus e de outros autores. Nele pretendo colocar materiais relativos a meus livros, resenhas de livros publicados, notas de leitura e informações gerais relativas ao mundo dos livros. Podem também figurar aqui reflexões pessoais sobre esses transparentes objetos de prazer intelectual.

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PAULO ROBERTO DE ALMEIDA

Doutor em Ciências Sociais (Universidade de Bruxelas, 1984), mestre em Planejamento Econômico (Universidade de Antuérpia, 1977), diplomata de carreira desde 1977. Trabalhou no Núcleo de Assuntos Estratégicos da PR (2003-2007). Professor no mestrado em Direito do Uniceub e professor-orientador no mestrado em diplomacia do Instituto Rio Branco. Ministro-conselheiro na Embaixada em Washington (1999-2003), chefe da Divisão de Política Financeira e de Desenvolvimento do MRE (1996-1999), conselheiro econômico em Paris (1993-1995) e representante alterno na Delegação junto à ALADI (1990-1992). Seleção de livros: O estudo das relações internacionais do Brasil (2006); Formação da diplomacia econômica no Brasil (2005); Relações internacionais e política externa do Brasil (2004); Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (2002); O Brasil e o multilateralismo econômico (1999). E-mail: pralmeida@mac.com; Website: www.pralmeida.org.

sábado, agosto 18, 2007

23) Francisco Rogido: um escritor de qualidade...

Francisco Rogido trabalha na Biblioteca do Congresso-EUA. Já teve contos publicados em algumas revistas literárias, dentre elas na Revista Cult. No momento, está concluindo seu primeiro livro de micro-contos de título provisório “O Inferno é Aqui”.
Alimenta um blog, chamado "Ilusão da Semelhança" (Contentemo-nos com a ilusão da semelhança, porém, em verdade lhe digo, que o interesse da vida onde sempre esteve foi nas diferenças), no qual coloca suas leituras e observações sobre o mundo como ele é (como diria Nelson Rodrigues).

Abaixo uma amostra de um dos seus muitos mini-contos:

Sem ar
Nos olhos do rosto aquilino, olheiras de um bistre ligeiro, pesavam as horas da noite. Ao dormir, Judith, sonhada por Claudina, sonhou com uma melodia de Bártok. Quando chegara à terceira, das sete portas misteriosas, foi perdendo os sentidos ao dar-se conta de que seus dentes caiam pobres e mal cheirosos no chão. Ao levar suas mãos à boca, num misto de pavor e incoerência, não dá falta deles. Mas de pronto um novo choque. Judith ( ou seria Claudina? ) percebe que as jóias da recamara estavam manchadas de sangue desconfiando já quase sem forças que não chegaria a despertar mesmo que Vieira de Castro afrouxasse suas mãos e a deixasse respirar.


Visite o blog Ilusão da semelhança.