Vivendo com Livros

Um blog voltado especificamente para os livros, meus e de outros autores. Nele pretendo colocar materiais relativos a meus livros, resenhas de livros publicados, notas de leitura e informações gerais relativas ao mundo dos livros. Podem também figurar aqui reflexões pessoais sobre esses transparentes objetos de prazer intelectual.

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PAULO ROBERTO DE ALMEIDA

Doutor em Ciências Sociais (Universidade de Bruxelas, 1984), mestre em Planejamento Econômico (Universidade de Antuérpia, 1977), diplomata de carreira desde 1977. Trabalhou no Núcleo de Assuntos Estratégicos da PR (2003-2007). Professor no mestrado em Direito do Uniceub e professor-orientador no mestrado em diplomacia do Instituto Rio Branco. Ministro-conselheiro na Embaixada em Washington (1999-2003), chefe da Divisão de Política Financeira e de Desenvolvimento do MRE (1996-1999), conselheiro econômico em Paris (1993-1995) e representante alterno na Delegação junto à ALADI (1990-1992). Seleção de livros: O estudo das relações internacionais do Brasil (2006); Formação da diplomacia econômica no Brasil (2005); Relações internacionais e política externa do Brasil (2004); Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (2002); O Brasil e o multilateralismo econômico (1999). E-mail: pralmeida@mac.com; Website: www.pralmeida.org.

segunda-feira, outubro 27, 2008

32) Livro sobre o Brasil do AI-5 (Itamaraty, por PRA)


Um novo livro na praça, do qual fui convidado a participar (sem conhecer os demais capitulos, devo dizer), hesitei muito em aceitar e acabei aceitando.
Abaixo uma informacao sumaria sobre o livro e seu lançamento, no dia 4 de novembro de 2008, no Rio de Janeiro.

Livro:
Tempo negro, temperatura sufocante: o Brasil do AI-5
Organizadores:
Oswaldo Munteal Filho, Adriano de Freixo e Jacqueline Ventapane Freitas
Rio de Janeiro: Editora da PUC-Rio e Editora Contraponto, 2008

Apresentação:
O livro é uma coletânea de artigos que discutem os impactos do Ato Institucional n. 5, decretado em 13 de dezembro de 1968, e que se tornou o mais violento dos atos institucionais. Isto ocorreu não por ele apresentar novidades em termos de seu autoritarismo, mas por consolidar o arbítrio através de medidas como a suspensão da garantia do habeas corpus - até então, uma possível defesa do cidadão - e por não ter prazo de validade como aqueles que o precederam. Porém, mais que o ato em si, este livro busca analisar os aspectos que envolviam a sociedade e o Estado naqueles anos de violência institucional, nos seus diversos campos. Os textos - que abordam a questões como a Historiografia sobre o período, Itamaraty, Forças Armadas, Administração Pública, Movimento Operário, a violência no Campo, Igrejas cristãs, Cultura, Imprensa e Economia, além de uma longa introdução escrita por Jacqueline Ventapane e do Adriano de Freixo dando um panorama geral daqueles anos - são de autoria de especialistas vinculados à diversas instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil. Dentre os autores podemos citar Francisco Falcon, Paulo Roberto de Almeida, Shiguenoli Myamoto, Juliana Bertazzo, Oswaldo Munteal Filho, Octavio Pieranti, Paulo Emilio Martins, Tahis Kronemberger, Antonio Luigi Negro, Fernando Vieira, Álvaro Senra, Lyndon Santos, Adelia Miglievich, Ricardo Mendes, Victor Gentilli, José Macarini. Além destes, o livro se encerra com um texto do Professor José Luis Fiori, que procura repensar o processo de construção nacional nas últimas décadas do século XX, a partir da análise do pensamento de Celso Furtado sobre um projeto econômico nacional "atropelado pelas transformações mundiais que se aprofundaram a partir da década de 1970 e interrompidas pelas políticas e reformas liberais levadas a cabo pelos governos brasileiros da década de 1990'

Da orelha, por Gisele Cittadino:
"Nós, brasileiros, reconstruímos o Estado de Direito, agora Democrático, no país. Comemoramos, em 2008, os 20 anos da promulgação de Constituição Cidadã, que converteu todos os direitos de Declaração da ONU em direitos legais no Brasil. O processo de reconstrução da democracia brasileira não teria sido possível se não fôssemos capazes de superar de forma duradoura o autoritarismo e nos comprometer com a liberdade. Ao longo dessa trajetória, tem sido necessário, cada vez mais, enfrentar as nossas próprias tradições. Não há como consolidar a democracia no país se não nos distanciarmos reflexivamente de nosso próprio passado. Precisamos olhar criticamente nossa história, suas revoluções "pelo alto", seus múltiplos episódios de violência institucional, e seus macanismos de exclusão e discriminação.
Tempo negro, temperatura sufocante - Estado e sociedade no Brasil do AI-5 é um livro que, sem dúvida, nos permite sentir orgulho por termos nos reapropriado do espaço público da política; mas, especialmente, trata-se de um texto que nos ajuda nessa importante tarefa de refletir criticamente sobre um tempo de dor, asfixia e desesperança.
Ao longo dos seus capítulos, verificamos como a violência institucional do estado autoritário que se instala no Brasil a partir de 1964 atuou sobre a cultura, a imprensa, as escolas, as universidades públicas, o governo e a administração, o mundo da economia e do trabalho, o campo e a cidade. Com a construção desse mosaico, Tempo negro temperatura sufocante representa não apenas uma chave interpretativa do passado recente, como facilita a necessária e perene tarefa de definir como dar prosseguimento à nossa própria história."

Lançamento:
Terça-feira, 4 de novembro de 2008, 19hs
Livraria Odeon - Praça Floriano, 7 - Rio de Janeiro
Cinelândia (Mezzanino no Cinema Odeon Petrobras)

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